• É já no domingo que se celebra o dia da Mãe, data que nenhum filho querido pode deixar passar ao lado sob pena de levar com um sorriso amarelo a disfarçar o desapontamento. Basta um cartão comprado no supermercado, umas flores apanhadas no jardim ou um pequeno-almoço na cama para deixar qualquer mamã derretida, mas para quem gosta de aproveitar a data para dar um miminho extra, aqui ficam as minhas sugestões, como sempre vindas de empresas nacionais.

    Uma viagem surpresa
    Oferecer um fim-de-semana já é em si uma surpresa, mas e se o destino for mesmo surpresa até ao dia do embarque? É isso que faz a Chocolate Box, uma agência de viagens que prepara escapadelas de 3 dias numa cidade europeia com um guia de bordo com dicas personalizadas. Se quiserem aproveitar a dica, podem ter 10% de desconto usando o código CDFV10, uma oferta aqui do blog para todos os seguidores.


    Uns óculos mesmo giros
    E sustentáveis! E com lentes polarizadas 100%UV! Já aqui falei da SKOG  várias vezes, por ser uma marca portuguesa, sustentável e muito, muito acessível, mas não me canso de os recomendar. Usem o código SUNNY e tenham 10% de desconto, que mãe há só uma e eu hoje estou uma mãos largas.

    Um kit de ervas aromáticas 
    Não há nada como a comidinha da mamã, que com certeza só terá a ganhar com um toque de ervas aromáticas cultivadas pela própria. Com os kits da Life in a Bag, apresentados de forma superoriginal em potes de cortiça, é só regar e esperar pelas folhinhas de manjericão para aquela massa fantástica ou pelas de hortelã para um belo Mojito, por exemplo.



    Sabonetes irresistíveis
    Da tradicional e cada vez mais internacional Claus Porto, que podem ser comprados avulso ou em caixas de oferta com várias unidades. Para quem não conhece, acreditem quando vos digo que são mesmo fantásticos.


    Infusões biológicas
    Porque uma mãe precisa de relaxar. As da Herbas são feitas a partir de ervas tradicionais portuguesas, de produção biológica, que crescem no sopé da Serra dos Candeeiros. Há muitas variedades, todas deliciosas, mas a de lúcia-lima é qualquer coisa. À venda na eco concept store Organii no LX factory.


    O livro que todas as mães deviam ler
    Oferecer um livro é sempre uma boa ideia, mas este, modéstia à parte, é mesmo giro. Pelo menos para as mães cheias de sentido de humor. E imaginem a coincidência: também está com 10% de desconto na Wook.



  • As notícias recentes de novos surtos de sarampo em Portugal e noutros países onde a doença estava quase erradicada não é algo que me surpreenda verdadeiramente. Porquê? Porque também eu, durante a minha primeira gravidez, andei a ler todos os disparates que os gangues anti-vacinas tentam disseminar e, por uns três ou quatro dias, cheguei a achar que tinham razão.

    A primeira coisa que me apraz dizer sobre as teorias do "vacinar é perigoso e um bom sistema imunitário é o suficiente para sobreviver a qualquer doença" é que, à primeira vista, elas são muito apelativas sobretudo para quem, como eu, sonha com um mundo menos tóxico e mais natural. No entanto, bastou-me investigar um bocadinho para perceber que todos os seus argumentos são falsos. Como em tudo na vida, informação é poder.

    Começam por nos tentar convencer que a maioria das doenças contra as quais vacinam os nossos filhos não são graves e que é muito mais perigosos para um bebé estar sujeito a todos os componentes tóxicos das vacinas e respectivos efeitos secundários do que ter a doença em si. Mentira. As doenças que estão contempladas no plano nacional de vacinação podem ter consequências muito graves, tão mais graves quanto menor for a idade da criança e, além disso, os efeitos secundários das vacinas estão mais do que estudados e controlados. Antes de ser vendida uma vacina é sujeita a anos e anos de testes até provar que é segura. Mais, a idade em que são administradas também tem sido alvo de estudos. Daí chamar-se um plano de vacinação. A mim também me fez impressão dar uma vacina aos meus filhos quando eles nem 24 horas de vida tinham. Nomeadamente a vacina da hepatite B, não estando eu num grupo de risco. Mas quando questionei o pediatra de serviço ele respondeu-me que claro que eu podia não dar, desde que conseguisse viver com a decisão caso o bebé, por qualquer razão, viesse um dia a contrair a doença.

    A seguir estas pessoas argumentam que os seus filhos nunca foram vacinados e nunca ficaram doentes. Pois não. Porque as vacinas funcionam quando mais de 90% do grupo está vacinado. Ou seja, os filhos dos fanáticos anti-vacinas só não ficam doentes porque os outros meninos estão vacinados e estas doenças já quase não existem na comunidade. O que, como se está a ver nas notícias, está a deixar de acontecer.

    Depois ainda vêm com a história de que as vacinas são um negócio para enriquecer a indústria farmacêutica e que a maioria delas não serve para nada. Este foi o argumento que mais me abalou na altura, porque também eu não simpatizo com a indústria farmacêutica enquanto negócio milionário e sou adepta (com resultados comprovados) da homeopatia. No entanto, sou também uma crente nos avanços da ciência e dou graças por ter nascido num país onde não tenha de assistir à morte de crianças por doenças como a cóĺera ou a difteria. Além disso, prefiro estar a contribuir para o enriquecimento de algumas pessoas com poucos escrúpulos mas ter os meus filhos vivos e com saúde, do que pôr em risco o seu bem estar em nome de teorias da conspiração. A medicina tradicional e as medicinas alternativas devem ser complementares, e não opostas. Eu gosto muito de tratar constipações e maleitas menores sem recorrer a medicamentos, mas quando falamos de doenças graves ou que põe em risco a saúde pública, tenham paciência. Há uma razão para a mortalidade infantil ter diminuído drasticamente nos últimos trinta anos. Chama-se Evolução da Medicina.

    Por fim, estas pessoas irresponsáveis agarram-se a uma teoria não comprovada que apresenta o autismo como um dos efeitos secundários das vacinas. Esta teoria, que até já teve honras de ser apresentada em programas como a Oprah, é baseada no estudo de um pseudo-investigador em doze crianças. Sim, doze. Estudo esse que tem sido replicado por outros investigadores com resultados diferentes. Estudo esse que, sabe-se agora, foi manipulado. As vacinas não causam autismo. As vacinas previnem doenças e epidemias e atenuam os efeitos dessas mesmas doenças. As vacinas salvam milhões de vidas. É pena que ainda não haja uma vacina que nos salve da estupidez humana.