• Em 2012 o melhor designer da Dior desde o próprio Monsieur Christian, foi substituído por Raf Simons. A saída de Galliano, envolta numa polémica que incluiu excesso de álcool e piadas nazis, marcou o fim de um reinado romântico e elegante no pronto-a-vestir, onírico e exuberante nas colecções de alta-costura. Infelizmente, o novo rei quis fazer tábua rasa.
    É normal que Simons se queira demarcar da herança de Galliano, até porque jamais conseguiria igualar o seu estilo, mas daí a descaracterizar a própria Dior, é demais para os meus olhos. Na colecção de alta-costura  Outono Inverno 2014, recentemente exibida em Paris, vemos uma mulher de cabelos soltos, calças largas, camisolas por fora das calças, casacos “over sized” e vestidos cada vez mais longe da silhueta clássica da Dior.
    Quando recebi a newsletter da Dior, pensei que as fotografias estivessem trocadas. Parecia uma coleção Jil Sander (onde Raf esteve anteriormente), o que não quer dizer que seja má, apenas que está num universo paralelo em relação os códigos estilísticos da Maison. Os fãs da marca não querem ver uma colecção avant gard, nem uma mulher do dia-a-dia. Também não querem que a alta costura se torne tão informal que pareça pronto–a-vestir. Uma peça de alta-costura Dior tem de ser algo único, algo maravilhoso, algo que nos faz sonhar. Não pode ser uma versão cara de peças modernas e minimalistas, que podemos encontrar em dezenas de outras marcas.
    Os “entendidos” em moda podem defender Simons, podem aplaudi-lo de pé, podem fazer a apologia da modernidade e do questionar das regras da alta-costura. Mas os fãs, esses, continuam a indignar-se e a proferir frases como “O Sr. Raf Simons apunhala a Casa Dior a cada seis meses”. Deixo-vos algumas imagens do desastre belga. Volta Galliano, estás perdoado.









  • Por mais críticas efusivas ou prémios literários que se possa ganhar, o sucesso de um livro mede-se pelo número de vendas. É um facto incontornável. Mas como é que se consegue que um livro venda bem,  quando todas as semanas as livrarias se vêem a braços com cerca de trinta novos títulos a disputarem o pouco espaço das prateleiras? Como é que numa semana se consegue despertar a atenção dos leitores, antes que chegue nova remessa de novidades? Bom, é muito simples: com muita promoção e muito passa-palavra.

    É isso que explica porque é que livros fabulosos caem no esquecimento duas semanas após o lançamento e livros de qualidade muito duvidosa ficam durante meses nos Tops de todo o mundo. E é por isso que preciso da ajuda dos meus leitores. O meu novo livro está nas prateleiras de quase todas as livrarias e quem o leu tem gostado muito, pelo menos atendendo ao número de emails e mensagens de felicitações que tenho recebido. Mas não chega. É preciso que mais e mais pessoas saibam que ele existe, perguntem por ele se não o encontrarem na prateleira e falem dele aos amigos.

    Assim deixo aqui o link para o primeiro capítulo, para que possam ler e partilhar com todos os amigos que gostam de livros. Partilhem, falem, ofereçam a alguém que vai fazer anos nos próximos tempos.


    http://goo.gl/tNWiq8

    Deixo também um post do Facebook da Bertrand, que podem (e devem) partilhar e comentar. É só clicar na imagem. :)



    Muito obrigada!

  • Sou fã de séries, admito. Desde o MacGyver e do Justiceiro na minha infância, passando pelo Beverly Hills 90210 e o BayWatch na adolescência ou pela Ally McBeal e O Sexo e a Cidade no início da idade adulta, diversas séries fizeram parte dos meus serões ou tardes de sofá. Mas à excepção do Fawlty Towers e do Seinfeld, escritas pelos melhores comediantes da história da televisão, nunca tive inveja dos argumentistas das mesmas. Até começar a ver Uma Família Muito Moderna há uns anos.

    Não é por acaso que é uma das séries cómicas mais premiadas dos últimos tempos, incluindo 5 Writers Guild of America. É que é tão boa, tão boa que até chateia. As personagens, os diálogos, as peripécias de cada episódio... Mas para mim o segredo é mesmo o retratar de as situações, discussões e rituais familiares pelos quais todos nós já passámos. Há diálogos tão reais que por vezes parece que a minha casa tem microfones que transmitem directamente para os argumentistas em Hollywood.

    Acabei esta semana de ver a quinta temporada na Fox Life e já estou a contar os dias para a sexta. Diz que nos EUA estreia a 24 de Setembro. Por cá ainda não há data, mas acredito que passará ainda antes do fim do ano. Até lá, vale a pena ver as repetições.




  • Depois das notícias da minha chegada ao Top 100 da Amazon com a versão inglesa de "Os 30 - Nada é como sonhámos", em Novembro do ano passado, fui contactada pelo Eduardo Boavida, da Bertrand para falar sobre o meu segundo livro. Como muitos devem saber, tinha decidido avançar com uma edição de autor desse segundo romance, que até estava a ter bastante sucesso, embora o facto de não estar disponível nas livrarias tradicionais afastasse muitos leitores que não gostam dos formatos ebook, nem de fazer compras online.

    Assim, a proposta de edição da Bertrand não foi difícil de aceitar. Mais do que controlar a 100% o meu trabalho e deter todos os direitos sobre as minhas obras, algo que só uma edição de autor permite, interessa-me que estas cheguem ao maior número de pessoas possível, com a qualidade e profissionalismo de uma editora tradicional. Porque quando escrevo, escrevo para os meus leitores, por achar que tenho uma história interessante para contar. Um história que lhes proporcionará umas boas horas de leitura e entretenimento.

    É por isso que hoje tenho o prazer de anunciar que "O Estranho Ano de Vanessa M." vai estar disponível em todas as livrarias a partir de 11 de Julho, pela mão da Bertrand Editora. Aproveito também para convidar todos os meus leitores e seguidores deste blog para a festa de lançamento, que será no dia 15 de Julho, às 18.30h, na livraria mais antiga do mundo, a Bertrand do Chiado. O livro vai ser apresentado pelo meu querido amigo André Henriques, que todas as manhãs acorda os portugueses com o seu Café da Manhã da RFM, e será uma oportunidade para conversar um bocadinho com todos vocês sobre o livro, esta edição e muito mais.

    Obrigada Eduardo por esta oportunidade :)