• Finalmente posso partilhar convosco o resultado de vinte meses de trabalho. Um livro diferente do anterior, mas que me deu igual prazer a criar. Espero que gostem e fico à espera das vossas opiniões.

    Como expliquei no post anterior, não estará disponível nas livrarias tradicionais. Mas podem comprá-lo aqui:

    Versão papel: 
    em mão, nos vários eventos de lançamento a anunciar 
    por email (€12, portes incluídos) 
    na Amazon 

    Versão ebook: 
    na Amazon US 
    na Amazon BR 
    na Apple Store (brevemente) 
    no Smashwords (menos taxas, pagamento por PayPal)
  • Pois é meu amigos, o meu segundo livro está quase a chegar, mas desta vez com uma pequena diferença: não vão encontrá-lo nas livrarias. Calma, ele vai existir em papel, para todos os leitores que, como eu, preferem a suavidade de uma folha à frieza de um ecrã. Só que a única livraria que o vai vender é a Amazon.

    Ao início pode parecer mais chato do que ir a uma livraria e pagar na caixa, mas se pensarem bem, tirando a parte de se registarem no site, tudo o resto é muito mais cómodo. Podem encomendar livros a qualquer hora do dia ou da noite, a partir da toalha de praia ou no banco do metro, e, ainda por cima, nunca correm o risco de chegar lá e ouvir um "Não temos, vai ter de encomendar e voltar cá outra vez".

    Mas voltando ao meu livro. A razão pela qual ele só vai estar disponível na Amazon é porque vai ser uma edição de autor. Ou seja, a Leya não quis publicá-lo. As razões apontadas foram várias, sendo que a mais óbvia é a crise no mercado livreiro. Cada vez se vendem menos livros e as editoras cada vez têm mais medo de investir em autores desconhecidos. Curiosamente as livrarias online, os ebooks e as publicações de autor nestas plataformas estão a crescer vertiginosamente, o que prova que, felizmente, não há menos leitores, mas sim mais variedade na oferta e preços mais apelativos.

    Resumindo, o livro está prestes a sair (com direito a festa de lançamento e sessões de apresentação), vai estar disponível em versão papel e em versão ebook na Amazon e espero que isso não seja motivo para vos impedir de comprá-lo.


    PS: também vão poder comprá-lo directamente a mim, claro.

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  • Há quem diga que sou fundamentalista do orgânico porque insisto em comprar produtos de produção biológica, mesmo quando custam o dobro do preço. Há quem diga que sou idealista porque volta e meia faço donativos a ONGs ou recuso-me a comprar produtos que sejam fabricados em países que continuam a escravizar adultos e crianças. E há ainda quem diga que sou ingénua por acreditar que estas e outras opções de consumo fazem alguma diferença no plano geral. Pois digam o que disserem, eu sei que cada indivíduo tem poder e as suas escolhas de consumo reflectem-se na saúde e bem estar de outros seres humanos e animais.

    Este desabafo veio a propósito de uma pequena discussão doméstica à volta de ovos. A minha sogra sabe que lá em casa só entram ovos biológicos, mas como ia preparar uma refeição que eu não ia comer, utilizou dos comuns, deixando a caixa à vista. Como afinal ninguém jantou, lá ficaram os ditos para o almoço. Quando eu vi a caixa de ovos de categoria 3 comentei que não gostava de comer ovos de galinhas criadas em gaiolas e quer a minha sogra, quer o meu marido ficaram a olhar para mim com aquele ar de quem diz "lá está ela armada em salvadora do planeta e dos animais oprimidos. Come mas é os ovos, que isto sabe tudo ao mesmo, e deixa de ser parva".

    Ora o que eles não sabem e eu sei é que aqueles números e letras que estão na casca dos ovos não são apenas decorativos. Um ovo da categoria 3 significa que vem de galinhas criadas em gaiolas, sem nunca pisarem o chão, e às quais cortam os bicos para que não se auto-mutilem ou ataquem as suas companheiras de cela. O que eles não sabem e eu sei é que são galinhas que nascem e morrem num ambiente artificial onde o dia é incomparavelmente maior do que a noite, para que elas não parem de produzir. O que eles não sabem e eu sei é que estas galinhas são alimentadas com cereais geneticamente modificados, cujas consequências para o organismo humano ainda não estão totalmente estudadas. E o problema, infelizmente, não se fica pelas galinhas. A maioria dos produtos provenientes da agricultura e pecuária de massas, que enche as prateleiras dos nossos hipermercados, estão cheios de químicos e ingredientes geneticamente modificados para produzir maior quantidade em metade do tempo. Aliás, a alteração nas práticas agro-pecuárias nos últimos cinquenta anos são proporcionais à devastação dos solos e à diminuição da qualidade e sabor dos produtos.

    Assim, enquanto consumidores temos duas opções: ou viramos vegetarianos, algo que deve ser extremamente aborrecido e que pessoalmente não me imagino a fazer, ou começamos a ser consumidores mais conscientes, pela nossa saúde e pela saúde de outros seres humanos e animais. E não é preciso consumirmos apenas produtos amigos do ambiente. Basta fazer pequenas escolhas. Podemos não comprar ovos e carnes de produção biológica certificada, mas ao menos que compremos de animais criados ao ar livre. Podemos não comprar vegetais bio, mas ao menos que compremos aos produtores locais ou regionais. Podemos não andar por aí com t-shirts de cânhamo e sapatos de corda, mas ao menos que compremos produtos de marcas que cumpram as normas ambientais mais básicas.

    O resultado é a regra base da economia: a lei da oferta e da procura. Se cada vez mais pessoas procurarem produtos mais "verdes", mais o sector vai crescer para responder a essa procura. Simultaneamente, ao deixarmos de consumir produtos e marcas que assumidamente prejudicam o ambiente, os animais e até os seus trabalhadores, obrigamo-las a mudar as suas políticas e métodos de produção. Porque no fim, não é só o nosso corpo que reflecte aquilo que comemos. É também a nossa alma.



    imagem retirada deste blog

    Para mais informação acerca do que andamos a comer, aconselho o documentário Food, Inc. Vejam aqui o trailer: