• Queridos amigos e leitores deste blog,

    Serve este post para anunciar oficialmente que vou lançar o meu primeiro livro! Chama-se "Os Trinta - nada é como sonhámos" e vai ser editado em meados de maio pela Oficina do Livro. Façam like na página oficial do facebook e fiquem a par de todas as novidades (lançamento, sessões de autógrafos, entrevistas, etc).
    https://www.facebook.com/pages/Filipa-Fonseca-Silva/495391463830180

    Para qualquer assunto relacionado com o livro podem também escrever-me para filipafonsecasilva@gmail.com

    Estou ansiosa para que o leiam e me deêm a vossa opinião.


  • Doces, molhados, ternos, violentos, fugazes, escondidos, repenicados, os beijos são das melhores coisas do mundo, quer para quem os recebe, quer para quem os dá (a não ser que sejamos uma criança e nos estejam a obrigar a beijar as faces poeirentas de uma amiga da avó).

    O simples contrair dos músculos faciais tem o poder de nos despertar um sorriso, de nos arrancar uma lágrima, de nos provocar um arrepio. Sentir a pele de alguém na extremidade dos nossos lábios pode ser uma experiência tão casta quanto erótica, mas nunca é indiferente.

    Pensem nos melhores beijos que já deram na vida. Eu lembro-me de vários e a cada um deles associo uma memória feliz. Os beijos que dava no pescoço do meu avô quando ele me pegava ao colo num longo abraço. Sabiam a aftershave, mas eram tão bons.... Ou os beijos que dava na cabeça da minha irmã quando esta cabia na minha mão, tão pequenina. Ou claro, o primeiro beijo que dei a um certo e determinado rapaz, que trabalhava num certo e determinado bar de praia, num certo e determinado Verão. 

    É claro que também há beijos maus, sobretudo quando passamos dos beijos fofinhos para os beijos de língua. Ora a arte de movimentar a língua é algo que nem todos têm a sorte de dominar. É praticamente um talento e como tal, inato. Quem não tem jeito não se devia meter nisso, por mais horas de treino com copos e espelhos que tenha. É que uma má língua é o suficiente para transformar o que podia ter sido um simples e bonito beijo numa experiência traumática. Mas isso é tema para toda uma outra crónica.

    Voltando aos beijos. Pensem nos que deram hoje. Aposto que a maioria só deu beijos para o ar, ao cumprimentar alguém. E se é uma pessoa afectada, daquelas que só dá um beijinho, até esses foram metade do que é suposto. Quem vive acompanhado não tem razão alguma para não começar o dia a beijar todas as pessoas que vivem lá em casa. Não o beijo educado de bons dias, mas o beijo cheio de amor. E quem vive sozinho pode começar por beijar o próprio braço. Depois ganhar coragem para pespegar uns valentes beijos nos amigos e, se lhe der na telha, beijar um desconhecido na rua. Porque não?

    Se até a nossa língua nos relembra todos os dias deles! Mandamos beijinhos ao telefone, mandamos beijinhos no facebook, mandamos beijinhos quando nos despedimos de alguém. Mas DAR beijinhos, nisso somos tímidos. E é uma pena. Porque não há nada melhor. Não admira que as velhotas de faces poeirentas queiram sempre tantos. Elas é que sabem o que é bom!

     Alfred Eisenstaedt
  • Pronto, e com isto me rendo ao iPad...


    À venda em http://spinninghat.com/product/typescreen