• We can acknowledge that oppression will always be with us, and still strive for justice. 

    We can admit the intractability of depravation, and still strive for dignity. 

    We can understand that there will be war, and still strive for peace. 

    We can do that -- for that is the story of human progress; that is the hope of all the world; and at this moment of challenge, that must be our work here on Earth.

    Barak Obama





  • Chegámos à era da tirania das tecnologias. Ou estás por dentro, ou não existes. Basicamente é isso que me tem acontecido enquanto luto para resistir, não à tentação, mas antes à imposição de me inscrever no Facebook.

    Ora para que é que servem estas redes sociais? Para actualizares o teu perfil e colocares todo o tipo de informação: o que é que fazes, o que é que gostas de fazer, onde é que foste de férias, que música andas a ouvir, que filme te deixou de boca aberta, que blog andas a acompanhar, enfim, todas aquelas informações que nós, seres humanos nascidos antes de 1990, costumávamos partilhar cara a cara à mesa do café ou no sofá lá de casa.

    Podem dizer-me que isto é bom, que é uma maneira de estar em contacto com inúmeras pessoas que deixámos de ver, que mudaram de cidade, etc. Sim, aceito esse argumento no que toca a reatar contactos e manter os amigos a par do nosso dia-a-dia a quilómetros de distância. Mas a coisa passa dos limites quando até os convites para jantar, festas, idas ao cinema passam a ser feito através destes sites.

    Ou seja, não só as pessoas já não falam umas com as outras para partilhar as pequenas coisas que constroem a nossa existência, como mesmo quando precisam de falar, preferem fazê-lo através do Facebook e afins. E sim, já fiquei de fora de várias eventos sociais porque continuo sem aderir ao dito cujo e toda a gente presume que eu vi o convite. Como se não bastasse a tirania do sms.

    Hoje vou ter amigos lá em casa. Vou preparar um jantar com o pretexto de vermos as fotografias das férias uns dos outros. Podia simplesmente pôr as fotografias no Facebook para todos verem e comentarem, mas continuo a ser daquelas pessoas antiquadas que preferem ouvir gargalhadas, abraçar quem se gosta e brindar com um copo de vinho de verdade.



  • Ontem vi um documentário brilhante sobre religião. Um documentário que coloca todas as dúvidas que eu própria tenho acerca da existência de Deus, de Jesus Cristo, das histórias bíblicas e da criação do Universo.

    Tal como o autor do documentário, o comediante Bill Maher, fui educada segundo a religião Católica. As minha avós são católicas praticantes, toda a minha família é casada e baptizada pela Igreja (eu fui a primeira a casar só pelo civil!) e celebramos o Natal e a Páscoa. Ainda andei uns meses na catequese, embora tenha conseguido fugir à Primeira Comunhão e às aulas de Religião e Moral do ensino preparatório, altura em que comecei a questionar seriamente a religião.

    Antes disso, já algumas questões me importunavam de vez em quando, tipo, “se Maria era Virgem, como é que engravidou?” ou “se Adão e Eva foram os primeiros humanos e tiveram filhos para povoar a terra, isso significa que os filhos deles, para continuar a missão, tiveram de cometer incesto, não?”. Só que até aos 12 anos, preocupava-me mais com a cor do novo vestido da minha Barbie do que com questões teológicas. E assim, as dúvidas que iam surgindo, nunca foram verbalizadas.

    O que mudou aos doze anos? As Barbies deixaram de ter piada e comecei a interessar-me mais pelo Mundo. Comecei a ler o Expresso, a ver telejornais e a adorar as aulas de História. Acima de tudo, comecei a expor as minha dúvidas e a perceber que os católicos não conseguiam dar-me respostas lógicas. O único que me ia respondendo com pragmatismo era o meu pai, que é também a única pessoa da família assumidamente “areligiosa”.

    De lá até agora tornei-me então uma céptica. Talvez agnóstica. Ainda admito que possa haver uma força divina superior (sobretudo quando estou a ver um jogo do Benfica), mas ainda não tive provas da sua existência e, quanto mais investigo os fundamentos de várias religiões, mais a questiono.

    Assim, não é de estranhar a minha felicidade ao ver um documentário que vai atrás das respostas que também eu tenho procurado. E que o faz de forma hilariante. Uma felicidade ainda mais completa ao ouvir o autor a dar a única resposta honesta que pode haver quando se pergunta se Deus existe:




    - Não sei.




    http://www.lionsgate.com/religulous/

  • O meu conto foi publicado num site de literatura no Brasil, seleccionado por um júri de especialistas. Estou muito feliz. A seguir vem o livro...

    http://www.releituras.com/ne_ffsilva_you.asp

  • Ah e tal, se pudesses escolher só um presente para receberes no teu 30º aniversário (que já agora, é dia 1 de Junho), mas só 1, tipo como se toda a gente se juntasse e te desse só uma coisa, mesmo que pareça algo disparatado ou fútil,  o que é que seria?


    Louis Vuitton