• Vivem-se momentos históricos neste mundo disfuncional.

    Um mundo em crise económica profunda, com previsões de um 2009 em recessão global. Um mundo em crise ecológica profunda, para a qual só agora alguns líderes começam a despertar. Um mundo em crise humanitária profunda, onde se vive por exemplo um novo Ruanda, agora no Congo, sem que ninguém mexa um dedo. Um mundo em crise de valores profunda, em que o TER é cada vez mais importante do que o SER.

    Pois foi neste mesmo mundo que, no passado dia 4 de Novembro, algo mudou. E se, por um lado, esta mudança pode não ter consequências práticas na resolução das inúmeras crises de que o planeta padece, por outro lado, a mudança de mentalidades é indiscutível. E é uma mudança que tem um nome e um rosto. Barak Obama. Um orador notável, um político inspirador, um democrata sincero e, a partir de dia 20 de Janeiro de 2009, o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos da América.

    "The change we need", gritou-se durante a sua campanha eleitoral. E o mundo inteiro, que viveu a campanha como se também pudesse votar, espera agora que os ecos dessa mudança cheguem a todos os continentes e ajudem o Homem a não fechar completamente "o olho da piedade" de que falava Jubiábá.